Poetas do 7.º E

Os alunos do 7.º E deram asas à sua criatividade e, muito inspirados, escreveram poemas. Partilhamos alguns desses textos poéticos convosco.

Boa leitura 😀

 

Bate, bate, rapazinho
Longa história,
Longo caminho,
Grande memória!

Devagar, devagarinho,
Não pares de bater,
Meu querido amiguinho,
Que tens muito que fazer.

Duplo batimento,
Sempre sem parar,
Trazes e levas o carregamento,
Que nos fazes amar.

Barulho tu fazes,
Como uma coluna em mim,
Muito amor me trazes,
Te agradeço assim.

Grande felicidade,
Fazes-me viver,
Sou quem serei
E serei o que me apetecer!

Contigo ao meu lado,
Meu braço esquerdo és tu,
Por mim serás amado,
Because I LOVE YOU!

Clarisse Ferreira, 7.º E

Na melancolia do teu rosto
Eu observo que tu carregas
O mundo no teu encosto
Eu observo que andas às cegas
No meio da multidão
Eu observo que lutas com paixão
Como quem tem algo a perder
Como quem com ironia
Observa toda a sua melancolia

No sorriso fingido
Eu observo o teu mito
Que te deixa perdido
Eu observo os teus olhos lassos
Que mostram amores escassos
Eu observo que estás reverente
Que tentas escapar como uma serpente

Nas pequenas entrelinhas
Que me deixas
Eu vejo a tua razão de partir
E aqui deixo as minhas
Para tu ficares a rir

Cada miragem que tens
Vais conseguir alcançar
Cada onda do mar
Tu consegues ultrapassar
É só preciso usares a bússola
Que te indica os caminhos
Do teu coração
Para concretizares a tua eterna missão.

Catarina Casaca, 7.º E


Publicado em Pequenos grandes escritores, Poesia | Deixe o seu comentário

Poetas do 7.º D

Os alunos do 7.º D continuam bastante inspirados! O Santiago, a Alice e o Philippe fizeram-nos chegar os seus poemas que partilhamos convosco.

Boa leitura 🙂

 

“Isto”

“Isto” é deveras subjetivo
pode não ter algum sentido
pode ser real ou imaginário
do qual tens saber precário.

“Isto” é inanimado
um material fabricado
ou pode ser uma aberração
duma alma na perdição

“Isto” é um fim
ou uma coisa assim
pois vemos que “isto”
é um palavrete misto

Santiago Bernardino, 7.ºD

 

“Sonhar” é a solidão derrotada
“Sonhar” é com o coração não com o cérebro

“Sonhar” é voar como um pássaro,
é acreditar no que é e no que há de ser,
no que foi e no que será

“Sonhar” é acreditar no infinito, no impossível
é viver do pensamento e não das ações
é viver da imaginação e não irrealidade

” Sonhar” é um distúrbio do sono
é acordar com o medo nas veias
é uma mistura do bem e do mal

“Sonhar” é um pensamento aberto

“Sonhar” é simplesmente possível

Alice Mendes, 7.ºD

 

Poesia é a verdade partilhada e praticada
É exprimir o que está cá dentro
Não é falar do evento inexistente
Só para parecer interessante

Poesia, é não ter medo de escrever onde for preciso

Poesia é olhar para o mundo
E vê-lo de forma original
É tê-lo nas nossas mãos e num segundo
Tornar a vida no ideal
Philippe Fernandes, 7.º D

 


Publicado em Pequenos grandes escritores, Poesia | Deixe o seu comentário

À descoberta de um novo espaço

As turmas de 4.º ano visitaram a Biblioteca do nosso Colégio durante o passado mês de março, onde tiveram a oportunidade de ter formação enquanto utilizadores.

Os nossos pequenos leitores refletiram sobre a importância da leitura na sua formação enquanto alunos e cidadãos. Exploraram o conceito de Biblioteca Escolar e Centro de Recursos (BECR), bem como as valências e as regras deste espaço.

A curiosidade e o entusiasmo levaram a que muitos destes pequenos leitores despertassem o bichinho da leitura. Muitos foram os alunos que, com a ajuda dos seus professores, requisitaram livros de literatura infanto juvenil alusivos a variadas áreas do saber.

 

 

 

 

“Todas as Literaturas nascem da poesia: da infância da Literatura, que é o mito, o poético, que embalou o Homem, como as estórias embalam as crianças. As estórias são para a criança o que foram as parábolas de Cristo para os cristãos, para os homens: sementes para germinar e frutificar.”

Bárbara Vasconcelos de Carvalho, A Literatura Infantil: Visão Histórica e Crítica


Publicado em Formação de utilizadores, Notícias, Os nossos leitores | Deixe o seu comentário

Poetas do 7.º ano

No seguimento das comemorações do Dia Mundial da Poesia, os alunos do 7.º B e do 7.º E escreveram poemas. Partilhamos convosco algumas das suas produções poéticas 😀

 

O Espelho

E se um dia acordasses
e não te visses a ti, apenas visses um reflexo conhecido,
um reflexo com face clara e cabelos loiros,
e se em vez de te veres a ti me visses no teu reflexo?

E se eu e tu fôssemos tão diferentes como pensamos,
e se os meus cabelos louros talvez no fundo fossem castanhos,
se os teus olhos castanhos no fundo fossem verdes?
E se afinal tivéssemos a mesma história e os mesmos problemas?

E se tu me pudesses ensinar a acreditar em mim?
E se eu te pudesse ensinar a ver um mundo melhor e mais divertido?
Talvez não sejamos tão parecidos ou iguais,
mas talvez nós nos possamos ensinar algo.

Leonor Martins, 7.º B

 

A Poesia

No entrelaçar destas linhas
Deixo coisas minhas
No saber de cada letra
Deixo a minha opinião neutra

A poesia
Leva-nos numa viagem
Pela magia
Pela coragem
De quem passou
De quem passa
De quem voou
Sem ter asas

De quem caça
A imaginação
E escreve-a no papel
E escreve-a no coração
Adoçando-a com mel
Como se tratasse de uma planta
Que dança na melodia
De quem canta

E que ria
Como uma criança
Que vive na esperança

Quem compreende a poesia
Viverá na alegria
De encontrar o tesouro
De decifrar enigmas
Escondidas nas rimas
Que nos mostram os problemas
Que rodeiam os lemas
De todos os poemas

Catarina Casaca, 7ºE – 22-03-2017

 

Amor

Eu não sei bem o que sinto
Mas é algo que é de rir
Eu te amo assim
Mas se calhar eu vou fugir

Tu dizes que me amas
Mas eu não acredito
Eu te quero nos meus braços
Estou confuso, admito

Tu tipo és assim
E eu amo-te
Não sei bem, mas sim
É verdade pois, acredita

Podes não acreditar
Mas eu só te quero amar
Para te beijar sem parar

Tipo não sei como dizer
Pois é difícil
Mas eu vou conseguir te ter
Para te poder amar

E espero conseguir acabar
Este poema a te encorajar
A me amares…

Vicente Fernandes, 7.º E

 


Publicado em Escrever..., Pequenos grandes escritores, Poesia | Deixe o seu comentário

21 de março, Dia Mundial da Poesia

A palavra sob a forma de poesia entrou pelas nossas salas de aula adentro! Porque ontem foi o Dia Mundial da Poesia celebrámos através da partilha de textos poéticos de diferentes autores portugueses. Os alunos do 7.º ano deram voz às palavras de poetas como Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, José Tolentino de Mendonça, Luís de Camões, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa e Luísa Ducla Soares. Os mais inspirados resolveram também trazer poemas da sua autoria. Partilhamos convosco alguns poemas dos nossos alunos.

Boa leitura 🙂

 

Cores

Cores que alegram
Cores que preenchem
Cores que transformam
Cores que passam pelo olhar
Que entristecem mas que dão vida
Cores, mil cores que nos perseguem
Que nos rodeiam
Que nos fazem imaginar
Cores que brilham
Cores

Maria Inês Portugal, 7°F

 

7ºF
A Ana é muito bacana
A Bea tem uma bela grafia
A Carlota estudou bem Aljubarrota
E o Daniel é um amigo fiel
O Diogo não é demagogo
A Eva Henriques na Ginástica faz muitos arrebiques
A Eva Melo tem um olho belo
E o Francisco gosta de um bom petisco
A Inês interessa-se pelo chinês
O João não marca golos com a mão
O Gui no hóquei aplaudi
E o Zé sobe a corda como um chimpanzé
A Madalena palmiers come à centena
O Manel não usa anel
A Maria foge da doçaria
E a Isabel faz um bom papel
A Mariana Silva é bela como uma madressilva
A Mariana Cardoso tem um feitio afetuoso
A Nádia gosta da tarte da Arcádia
E o Nuno gosta de jogar ao Uno
O Rodrigo Trindade tem um grande à-vontade
O Rodrigo Varela com as notas tem cautela
O Salvador avisa-nos do calor
E a Sara os amigos ampara

Isabel Carvalho, 7.º F 19 de março de 2017

 


Publicado em " Conto Contigo" | Deixe o seu comentário

Há pequenos “Torga” no 7.º D!

Os alunos do 7.º D analisaram na aula de Português o poema Autorretrato de Miguel Torga. O poema de Torga, que aqui partilhamos convosco, serviu de inspiração à escrita de muitos outros poemas, como os da Bárbara Lauw e do Bernardo Serrano.

 

AUTORRETRATO

O’Neill (Alexandre), moreno português,

cabelo asa de corvo; da angústia da cara,

nariguete que sobrepuja de través

a ferida desdenhosa e não cicatrizada.

Se a visagem de tal sujeito é o que vês

(omita-se o olho triste e testa iluminada)

O retrato moral também tem os seus quês

(aqui, uma pequena frase censurada…)

No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)

E tem a veleidade de o saber fazer

(pois amor não há feito) das maneiras mil

Que são a semovente estátua do prazer.

Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se

Do que neste soneto sobre si mesmo disse.

 

Alexandre O’Neill, Poesias completas. Assírio & Alvim, 2000.

 

 

O MEU AUTORRETRATO

Bárbara Lauw.

Nascida a 23 de setembro de 2004.

Estudante dedicada, dependendo da disciplina.

Em casa, tagarela como um papagaio (e não só em casa).

Perfil de preguiça.

Vivendo os primeiros anos na fronteira com o Alentejo……Ai que preguiça boa!

É muito desastrada, e na cozinha nem se fala!

Adora ler, principalmente, aventuras e mistérios.

Nos tempos livres ouve música, lê, briga com o irmão, que é deveras irritante. Vê televisão e também anda de patins.

Em termos musicais, prefere os Maroon 5, os D.A.M.A. e Shakira.

Gosta muito de desporto e teatro.

Das disciplinas favoritas, destaca-se o português pois adora escrever e ler.

É cética – sempre de pé atrás.

Bárbara Lauw, 7.º D

 

 

O MEU RETRATO

Bernardo(Serrano), com uma clara amarelada pele portuguesa,

Cabelo pelo de urso, felicidade e tristeza na cara,

Um nariz de forma de bola achatada, uma cicatriz entre a floresta castanha (por cima da testa portuguesa).

A viagem da vida faz-se com as irmãs Beatriz

e Sofia, com o papá e a mãe (e os animais, sem falta).

Os olhos sempre abertos de tanta imaginação (principalmente de jogos) e cerrados (de cansaço).

No retrato também lá entra a psicologia

(onde têm entrado muitos sentimentos)

No amor , ele ainda não sabe quem será a sua amada (mas no futuro irá descobrir)

Sente muita satisfação pela vida

(às vezes queria que houvesse mais)

Apesar de tudo isto ele sabe que o futuro lhe irá dar mais.

Bernardo Serrano, 7.º D

 

 

 

 


Publicado em " Conto Contigo" | Deixe o seu comentário

Autorretratos do 7.º D

Muitos foram aqueles que, ao longo dos tempos, decidiram autorretratar-se. Alguns optaram pela pintura para imortalizar a sua imagem, uns pela fotografia e outros ainda pela escrita. Manuel Maria Barbosa du Bocage, Alexandre O’Neill e Cecília Meireles são exemplos de quem usou a palavra para espelhar a sua própria imagem.

Também os alunos do 7.º D  fizeram o seu autorretrato no âmbito da disciplina de Português. Partilhamos convosco alguns trabalhos frutos de muita inspiração!

Boa leitura 🙂

 

Autorretrato

Santiago, 12 anos, magro e em crescimento.
Pessoa de bom coração, coberto de arrogância.
Pessoa de grande ambição juntamente com o seu egoísmo.
Pessoa séria, escondida pela mentira.
Diz que vai encontrar sucesso na vida com mais ou menos esforço: “Mas isso é para depois…” diz ele, pois gosta de apreciar os prazeres da vida, não gosta de pensar que, eventualmente, vai ter de passar este texto a limpo para o computador.
Também gosta das novas tecnologias, passa o tempo a entreter-se com elas.
O que é certo é que quando o conheces só realmente conheces o seu aspeto físico: cabelo castanho, olhos castanhos, magro, alto, etc… , mas o resto, o que está por dentro, é o que se tem de aprender aos poucos e poucos.

Santiago Bernardino, 7.º D

narciso


Publicado em " Conto Contigo" | 1 Comentário

Nova vencedora do desafio “Leitor +”

A aluna Inês Barbosa do 5.º B foi a Leitora + do primeiro período. A Inês requisitou vários livros na Biblioteca do Colégio entre setembro e dezembro, alcançando assim o primeiro lugar do nosso desafio periódico.

Desafiamos todos os alunos a visitar a nossa Biblioteca e a iniciar novas leituras! Este ano, têm ainda duas oportunidades de ser o Leitor + do Sagrado. Participem!

 

img_4372

Muitos parabéns à nossa leitora, Inês Barbosa!


Publicado em Concurso, Os nossos leitores | Deixe o seu comentário

Produções escritas dos alunos do 7.º ano

Partilhamos convosco mais outro texto narrativo escrito no âmbito da disciplina de Português. Desta vez, destacamos um texto produzido por alunos do 7.º E.

Boa leitura!

O cão enfeitiçado

Lucas, um rapaz alto, moreno de olhos castanhos que adorava estudar, estava sempre com a cabeça nos livros! Nunca saía de casa sem o dicionário de bolso.

Um dia, ele perdeu o seu precioso dicionário. Procurou-o por todo o lado, em casa, na escola e até na rua, mas não o encontrou. Decidiu parar de procurar e foi para o parque estudar, pois isso acalmava-o. No parque estavam muitas crianças a brincar com cães, muito felizes. Lá num canto, estava um cão triste e solitário, de pêlo bege, grande e fofo. O cão guardava alguma coisa consigo. O rapaz foi ver o que era, mas de repente o cão fugiu e o Lucas, muito indignado, foi atrás dele. O cão conduziu-o até uma biblioteca onde era permitida a entrada de animais.

Dirigiram-se até à secção dos animais. O cão pegou num livro estranho e o rapaz aproveitou para consultar o seu dicionário.

– Lê este feitiço de trás para a frente. – Pediu o cão.

– Tu falaste? Devo estar a alucinar!

-Sim, eu falo. Não te demores, lê lá o feitiço!

O Lucas leu o feitiço e o cão transformou-se magicamente num humano alto, loiro, de pele morena e olhos verdes.

– Mas como é que isto aconteceu? Isto está a ficar cada vez mais estranho. Podes explicar-me o que se passa aqui?! – Perguntou Lucas.

– Eu adoro ler livros e adoro animais, juntei os dois e comecei a ler todos os volumes que aqui existem sobre esse tema. Quando cheguei a este, sem querer, li um feitiço e transformei-me! Agradeço-te imenso! Nunca mais esquecerei aquilo que fizeste por mim. Como te posso recompensar?

– Que história tão estranha! Eu vou fingir que acredito! Não sei como me poderás recompensar, talvez nem o precises de fazer.

– E se ficássemos amigos? Nunca tive um verdadeiro amigo.

E assim os dois rapazes tornaram-se melhores amigos e inseparáveis.

Parabéns aos autores: Leonor Proença e Vicente Fernandes, 7.º E.

thumbnail_img_4120thumbnail_img_4118


Publicado em Descrição, Escrever..., Pequenos grandes escritores, Texto narrativo | Deixe o seu comentário

Produções escritas dos alunos do 7.º ano

No âmbito da disciplina de Português os alunos do 7.º ano escreveram textos descritivos narrativos a partir de sequências de imagens. Desse exercício de produção escrita resultaram trabalhos de grande qualidade. Decidimos partilhar convosco alguns desses textos!

A Descoberta

David Notre-Dame era um rapaz de 17 anos que vivia com os pais adotivos em Paris, mas nunca conheceu a sua verdadeira família.

A única coisa que o mantinha unido ao seu passado é o seu cão, Notre-Dame, que estava consigo desde pequeno.

O rapaz era alto, com cabelo curto e escuro como chocolate, pele escura e um sorriso que escondia toda a tristeza e dúvida que viviam dentro dele.

Por outro lado, o cão era grande, bonito e, de certa forma, parecia compreensivo e leal, percebendo-se apenas com um olhar.

Para David todos os dias eram normais, até ao dia em que descobriu aquilo que ele menos esperava encontrar: respostas! Tudo aconteceu quando, depois das aulas, David se encaminhou para a biblioteca.

Quando lá chegou, reparou que se encontrava completamente vazia e escura. Relutante, entrou, pousou as coisas numa mesa ali perto e dirigiu-se ao local onde costumava estar a bibliotecária. Mas, ao aproximar-se, reparou que em cima de secretária estava um bilhete que dizia: “Estante 42, prateleira 8.”

David pegou no bilhete e dirigiu-se à estante e depois à prateleira indicadas, e, assim que leu o título do livro que mais lhe chamava a atenção, mal podia acreditar no que via!

David pegou suavemente no livro e voltou a ler o título do maravilhoso livro que tinha na mão:“ Diário da vida, da espantosa família Notre-Dame”. Com muita curiosidade, o rapaz abriu o livro na primeira página, mas, subitamente, David ouviu o seu cão a entrar na biblioteca. Ele juntou-se a David e prestou atenção à sua vida como um membro da família Notre-Dame. Passadas poucas horas, o rapaz acabou de ler o diário e reparou que havia folhas em branco, mas na última das últimas páginas estava lá esquecido um envelope que dizia:“ Para o meu filho, caso já tenha lido este diário, de Quasimodo, o Pai.”

O rapaz, que pela leitura do diário se assemelhava ao pai, perguntou-se porque é que o seu pai teria posto um envelope, cujo aspeto parecia recente, num livro tão antigo e com pó! Ele nunca saberia essa resposta se não abrisse o envelope… Ele abriu-o e estava lá escrito uma mensagem para que alguém encontrasse o seu pai. David pensou e pensou, até ter a brilhante ideia de ele e o Notre-Dame irem em busca de Quasimodo.

Notre-Dame lembrara-se que sabia onde estava o pai de David e a única coisa que David poderia fazer era confiar em Notre-Dame e segui-lo. David chegou ao local indicado no envelope: a famosíssima Catedral de Notre-Dame.

Ele aproximou-se da entrada, mas, antes de ter tempo de entrar, um dos guardas meteu-se diante dele e disse:

– Lamento senhor, mas não pode passar. Já passa da hora de visita.

– Mas…- tentou dizer, ainda que sem sucesso, pois o guarda já fechara as portas da Catedral.

No entanto, enquanto David tentava, em vão, falar com o guarda, Notre-Dame parecia ter outras ideias, pois não parava de ladrar e de puxar David. Já farto, David decidiu soltar Notre-Dame, pensando que o cão devia estar a ter um esgotamento nervoso.

Pelo contrário, ele desatou a correr em direção às traseiras da Catedral e entrou por uma porta curva e estreita.

David seguiu-o para dentro da Catedral, embora um pouco relutante. Avançaram por um estreito corredor até chegarem a uma grande sala com uma poltrona virada para uma janela pequena. Nessa poltrona estava sentado um senhor muito torto para a sua idade. Esse homem não olhava para a janela, mas sim para a imagem do mar nas suas mãos. O homem tinha nas suas mãos uma fotografia do lindo, azul e reluzente mar. No verso da fotografia estava escrito: “Local da morte da Senhora Notre-Dame.” Esta Senhora seria a mãe de David, o que significa que o tal homem seria o Quasimodo, mais conhecido por ser o Corcunda de Notre-Dame! Quando Quasimodo se levantou, o olhar dele cruzou-se com o de David. A felicidade de ver o pai quase fê-lo esquecer de que não podia viver com Quasimodo, como sempre desejara!

Parabéns aos autores: Francisco Cunha e Sara Abade, 7.º F

img_4100thumbnail_img_4104


Publicado em Descrição, Escrever..., Pequenos grandes escritores, Texto narrativo | Deixe o seu comentário