Era Inverno. O Inverno andava muito triste, porque todas as pessoas que andavam na rua
diziam, repetidamente “Ai, mal posso esperar que este Inverno e este frio acabem!”, ou “Ai, com este Inverno tão frio e com tanta chuva, a minha roupa molha-se toda, por isso, não a posso estender lá fora !”.
Então um dia, ele decidiu:
– Se é isto que as pessoas querem, vou enviar uma carta à Primavera, para ela vir mais cedo! Já que ninguém gosta de mim e que estou aqui só para atrapalhar, adeus! Vou-me embora! Ela que se arranje!!!
Enviou a carta à Primavera, fez as malas e foi-se embora.
A Primavera estava-se a dar muito mal: as plantas murchavam, os animais faziam barulho e as pessoas reclamavam, porque precisavam de ar fresco e estavam a estranhar o Inverno ter-se ido embora muito, mas muito mais cedo.
Então, em estado de aflição, a Primavera enviou uma carta ao Inverno, a pedir que ele voltasse e depressa.
Quando lá chegou , o Inverno viu e ouviu a barafunda que lá havia.
Encontrou a Primavera e disse-lhe:
– Desculpa, amiga, eu não devia ter feito isto.
– Não faz mal – disse ela – agora vai para ali e faz chover, que este calor todo até a mim me está a afectar!
E o Inverno foi.
Quando o Inverno chegou ao pé de toda a gente, eles ainda fizeram mais barafunda do que quando o Inverno não estava lá (agora por um bom motivo) e a Primavera propôs:
-E se fizessemos uma homenagem à chegada do Inverno?
Toda a gente achou uma óptima ideia.
Fizeram uma festa e, todos os anos, quando o Inverno chegava, já ninguém se queixava, apenas diziam: “Viva! O Inverno chegou !!!”
E assim se sucedeu sucessivamente ao longo do tempo.
Matilde Almeida 5ºC
