Era uma vez um homem. Um homem com uma vida tão normal como a de qualquer outro. Mas este homem era solitário e tinha um dom. O dom de perceber as coisas. A vida do homem era igual à de qualquer outro homem solteiro como ele. Este homem simples e rotineiro deitava-se e levantava-se cedo, comia três vezes ao dia e, quando não estava a dormir ou a comer, estava a vaguear pelas ruas, a tomar um copo na taberna da esquina ou a fazer batota nos casinos para ganhar a vida. Este homem pouco ou nada sabia de mulheres e não se interessava por elas até àquele dia.
Nesse dia, em pleno inverno, ele viu-a.
Era uma mulher com uma vida tão normal como a de qualquer outra. Mas esta mulher era muito sociável e tinha um dom. O dom da beleza física. A sua vida de mulher era igual à de qualquer outra mulher solteira como ela.
Nesse dia, ela foi assaltada e o homem, graças à sua coragem, salvou-a. A mulher, desfazendo-se em agradecimentos e desculpas, ofereceu-lhe uma bebida quente no café da rua ao lado e deu-lhe o seu contacto.
Quando duas almas se cruzam, algo nasce e, neste caso, foi o amor.
Num mês estavam casados e a rotina do homem modificou-se para algo que, a princípio, parecia perfeito. Mas depois o homem reparou que nunca mais conseguira vaguear pelas ruas, tomar um copo na taberna da esquina, nem fazer batota nos casinos para ganhar a vida. Por isso, separaram-se. E o homem que percebia coisas percebeu que basta amar para deixar de ser livre.
Sofia Estrela (8º B)

