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Naufrágio

O céu, coberto de nuvens negras como o carvão, esconde o sol, roubando toda a luz existente. O mar, inquieto, bate nas rochas, com uma força enorme, e corre atrás das pessoas pela praia, com uma fúria interminável.

À beira-mar, as pessoas fogem do mar, como presas que fogem do predador, e tentam salvar-se da destruição causada pelo oceano, com desespero e aflição. As próprias rochas desejam poder sair dali, e não serem alvo da força do mar…

Um barco é destruído pela raiva e fúria do oceano. Devastação, destruição…tudo causado pelo mar. Ao fundo, uma nau tenta fugir a este pesadelo, e caminha em frente, iluminada por um raio de sol, que aparece do meio das nuvens, como se fosse uma orientação, a indicação do caminho.

Teresa Pinto, 8º ano

O Naufrágio

Nuvens negras cobrem os céus, deixando a ilha entregue às trevas. No alto, os corvos voam ansiosamente.

Na praia rochosa da ilha, homens sem almas nem escrúpulos, recolhem habilmente os restos deixados pela nau que ali dera o seu último suspiro.

O trabalho è duro e árduo, mas têm de ser rápidos, pois, outra nau se aproxima da praia, outra nau se aproxima do seu derradeiro momento. Mas não vacila, avança dignamente furando as ondas, avança de cabaça erguida para a morte. Tem coragem, mas não remédio. Já não há cura ou fuga possível.

O sol, compadecido, fura as nuvens, dando à nau o seu calor e um último momento de glória antes de esta ser feita brinquedo das ondas que a empurram.

Já não há nada a fazer. Já todos conhecem o seu destino.

Sofia Estrela, 8º ano


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