A cigarra e a Formiga

Era uma vez, numa pequenina casa, uma cigarra que, com cerca de seis meses de idade, vivia a vida a cantar e a dançar. Enquanto isso, um outro inseto, uma formiga, trabalhava dia e noite a encher a sua grande dispensa com pequenos animais que caçava e também plantas.
Chegou o Outono, a temperatura esfriava e as folhas amarelas caíam das árvores. Cigarra continuava a cantar e a dançar e Formiga cada vez vais a avisava de que o Inverno vinha aí e ela não teria nada para comer. Havia dias em que a cigarra chegava a chamar-lhe burra por ela estar sempre a trabalhar, mas, mesmo assim, ela continuava a fazê-lo. Já tinha dois anos de idade e já sabia que, no Inverno, não se conseguia apanha nem caçar nada para comer.
Os dias eram cada vez mais frios e o Inverno já estava a chegar. Formiga já não trabalhava, mas passava os dias a descansar na sua casa, enquanto que Cigarra passava os dias a sentir o gelo na sua carapaça e a pedir comida nas ruas. Já tinha gastado todo o dinheiro e comida. Não tinha casa, pois vendera-a para poder comer. Foi então que lhe surgiu a ideia de ir pedir comida a Formiga, em troca de trabalhar para ela. A formiga, ao vê-la tão magra, não conseguiu recusar. A cigarra e a formiga viviam agora as duas juntas. Comiam e dormiam sem nunca saírem de casa.
Já estava a meio do Inverno quando a cigarra foi à dispensa e viu que a comida já era pouca. Iriam provavelmente ter de passar fome, pensou ela. Foi então que, durante a noite, a cigarra pôs toda a comida num saco e se foi embora. Quando a formiga acordou, viu que já não havia comida e a cigarra tinha desaparecido. Chorou e amaldiçoou a cigarra e a sua própria pouca inteligência.
Acabado o Inverno, a formiga tinha morrido de fome e à cigarra encontraram-na congelada com uma grande quantidade de comida num saco. Os outros insetos nunca desvendaram este mistério.

Tiago Farinha (9º ano)


Esta entrada foi publicada em Escrever..., Texto narrativo com as tags . ligação permanente.

Deixe uma resposta