Mais um poema ao jeito de Alberto Caeiro

Deito-me ao comprido na erva
Fecho os meus olhos e vejo a escuridão
O sono leva-me para uma terra negra
E a minha alma é entregue à solidão.
Naquele negro campo, sinto o frio,
O vento passa por mim e rasga-me a pele,
A chuva começa a cair e esmaga-me como um inseto.
É então que vejo aquela luz… Que bela luz,
Luz que aquece, luz que guia,
Luz que me chama e intriga.
A chuva cessa e o sol chega, o vento cala-se e o calor aparece,
Aquela luz que me seduzia, agora cobre todo o meu sonho.
Vejo a relva fresca, o sol quente.
A terra negra que eu via,
Tornou-se no campo verde em que eu vivia.

Inês Gouveia, 12º A


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