Uma luta de bolas de neve – texto inspirado na pintura de Alfred Sisley “A neve em Louvecinnes”

cai neveEra uma manhã fria de inverno. Nas ruas não se via vivalma. Os pés de Alice enterravam-se na neve, a cada passo que dava, e as árvores estavam despidas. Alice tinha saído da missa e tinha combinado com os seus colegas encontrarem-se  no parque.
Alice era uma menina agradável, que se preocupava com todos. Era morena, baixa e, naquela altura do ano, andava sempre encasacada.
Alice chegou ao parque e lá estavam os seus amigos:
– Alice! Alice! – gritavam eles, pois, às vezes, chamar à atenção aquela rapariga não era coisa para qualquer um!
– Já vos vi! Não é preciso gritar! – respondia ela.
Ao chegar, parecia que todos precisavam dela:
– Alice, ajudas-me com o T.P.C. de francês? – diziam uns.
– E com o de matemática? – perguntavam outros.
Alice só queria estar um pouco em paz! Já tinha feito todos os T.P.C. e já tinha estudado. Estava na hora de brincar!
A rapariga estava confusa com tanta gente à sua volta. Já nem conseguia ver a maravilhosa paisagem que dali se via. Em vez disso, só via caras muito ou pouco morenas, casacos, malhas e impermiáveis coloridos, mas o pior de tudo era que não conseguia entender as dúvidas de todos!
A sua melhor amiga, Maria, ao vê-la tão amedrontada, pegou numa bola de neve e atirou-a alegremente contra Alice:
– Pack! fez a bola.
De seguida, Alice retorquiu e Maria fez o mesmo, mas, desta vez, não teve muita pontaria e acertou no seu amigo Manuel.
Assim, passaram uma das mais alegres e empolgantes tardes da sua vida. O que era calmo e belo, passou para divertido e emocionante! Nunca nenhum deles se esqueceu dessa tarde em que uma simples falta de pontaria se tornou numa luta de bolas de neve que a todos agradou.

Leonor Sequeira – 5º C


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