Mais um poema ao estilo de Caeiro “Primeira chuva de Verão”

Os nossos alunos do 12º ano não param de nos surpreender com os seus poemas ao estilo de Caeiro. São, sem dúvida, poetas extraordinários onde todos os seus sentimentos e sensibilidade pairam no ar. Parabéns a todos pelos magníficos textos.

Primeira chuva de Verão

As gotas encontram o ramo da oliveira velha,
Solitária num vasto campo de erva oscilante
Dourada pelo sol de verão,
Correm pelas suas folhas, caindo na terra quente.

A chuva inunda os campos outrora silenciosos,
E no pasto vazio as gotas saciam a terra seca
Onde futuros rebentos verdes, delicados e viçosos
Darão perfume, cor e vida à paisagem.

A chuva vem quando é precisa,
Procurar compreender a chuva é não entender…
A chuva cai porque cai nos campos ondulantes.
Não cai nos campos para pensarmos nela,
Mas para a sentirmos no rosto queimado,
Para corrermos pelos campos húmidos como crianças
E a aceitarmos.

Maria Tareco, 12º A


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