Caçador de Histórias

Há três meses, num dia de muito calor, pois era verão, estava eu sentado na minha secretária a pensar no que ia ser de mim. Havia já algum tempo que uma história não passava na minha rua e isso estava a preocupar-me. O que seria de um caçador de histórias sem histórias para caçar?
No dia seguinte, acordei com o mesmo problema a martelar-me a cabeça. Abri a janela da cozinha para sentir a brisa fresca que vinha de fora e senti um cheiro familiar, um cheiro que só um caçador conhece, o cheiro a história, e foi aí que começou a aventura.
Saí para o meu jardim e esperei, esperei, esperei até que a história chegou ao pé de mim. Eu tentei agarrá-la, mas o feitiço virou-se contra o feiticeiro e eu vi-me envolvido numa luta com a história, mas, no final, consegui escapar. Estava decidido a caçar aquela história.
Montei um posto de vigia e comecei a engendrar um plano. Depois de muito pensar, tive uma ideia: amarraria uma corda a uma gaiola e puxaria a gaiola para cima. Depois, poria um isco debaixo da jaula e largaria a corda quando a história estivesse debaixo da jaula.
E, assim, fiz. Amarrei a corda à jaula, puxei a caixa e meti o isco debaixo da jaula. Passado algum tempo, a história mordeu o isco e eu deixei cair a jaula. Estava apanhada a maldita história que tantos problemas me causara. Levei-a para casa e passei-a para as folhas pautadas. Tantas folhas eu escrevi com aquela história! E, assim, termina a minha caça à história.

Pierluigi Menezes 6º A


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