8 de Março- Dia Internacional da Mulher

Assinala-se no próximo dia 8 de março mais um o dia Internacional da Mulher. Nesta data lembra-se o percurso de luta das mulheres pela obtenção dos seus direitos políticos, como o direito de voto e também por condições de vida e trabalho dignas, como a limitação de horários de trabalho, igualdade salarial e acesso à educação.

Se é certo que esta é uma luta muito antiga, foi no século XX que ela ganhou maior notoriedade, pois as duas guerras forçaram as mulheres de todos os grupos sociais a ter um papel mais ativo e a iniciarem a reivindicação de alguns direitos.

A origem desta comemoração é atribuída a diversos acontecimentos ligados com a luta pela obtenção de melhores condições de trabalho. O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade económica e política no país.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca foi aprovada por mais de cem representantes de dezassete países uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
Muitas outras manifestações ocorreram em várias partes do mundo, destacando-se Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913), onde no dia 8 de Março de 1917 (23 de Fevereiro segundo o calendário Juliano ) terá ocorrido, na Rússia, uma manifestação de mulheres que reclamavam pão e o regresso dos soldados que estavam na 1ª Guerra Mundial. Esta data foi oficializada como Dia Internacional da Mulher, em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 60, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países ocidentais, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, na prática nem sempre esta igualdade se verifica. Em muitos países, mesmo que haja direitos garantidos pela legislação, os costumes e comportamentos nem sempre os respeitam. Um dos fatores que mais acentua a discriminação das mulheres relaciona-se com o acesso à educação. De acordo com dados da Unesco de 2013 ainda que o número de analfabetos tenha diminuído na última década em 150 países, 774 milhões de adultos -pessoas com mais de 15 anos- continuam sem saber ler. Desse total, 64% são mulheres. A África Subsaariana e o Sul e o Oeste da Ásia são as regiões do planeta menos alfabetizadas. Esta situação torna muito atual a ação de pessoas como Malala Yousafzai e a sua luta pela promoção da educação como forma de mudar o mundo.


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