Produções escritas dos alunos do 7.º ano

No âmbito da disciplina de Português os alunos do 7.º ano escreveram textos descritivos narrativos a partir de sequências de imagens. Desse exercício de produção escrita resultaram trabalhos de grande qualidade. Decidimos partilhar convosco alguns desses textos!

A Descoberta

David Notre-Dame era um rapaz de 17 anos que vivia com os pais adotivos em Paris, mas nunca conheceu a sua verdadeira família.

A única coisa que o mantinha unido ao seu passado é o seu cão, Notre-Dame, que estava consigo desde pequeno.

O rapaz era alto, com cabelo curto e escuro como chocolate, pele escura e um sorriso que escondia toda a tristeza e dúvida que viviam dentro dele.

Por outro lado, o cão era grande, bonito e, de certa forma, parecia compreensivo e leal, percebendo-se apenas com um olhar.

Para David todos os dias eram normais, até ao dia em que descobriu aquilo que ele menos esperava encontrar: respostas! Tudo aconteceu quando, depois das aulas, David se encaminhou para a biblioteca.

Quando lá chegou, reparou que se encontrava completamente vazia e escura. Relutante, entrou, pousou as coisas numa mesa ali perto e dirigiu-se ao local onde costumava estar a bibliotecária. Mas, ao aproximar-se, reparou que em cima de secretária estava um bilhete que dizia: “Estante 42, prateleira 8.”

David pegou no bilhete e dirigiu-se à estante e depois à prateleira indicadas, e, assim que leu o título do livro que mais lhe chamava a atenção, mal podia acreditar no que via!

David pegou suavemente no livro e voltou a ler o título do maravilhoso livro que tinha na mão:“ Diário da vida, da espantosa família Notre-Dame”. Com muita curiosidade, o rapaz abriu o livro na primeira página, mas, subitamente, David ouviu o seu cão a entrar na biblioteca. Ele juntou-se a David e prestou atenção à sua vida como um membro da família Notre-Dame. Passadas poucas horas, o rapaz acabou de ler o diário e reparou que havia folhas em branco, mas na última das últimas páginas estava lá esquecido um envelope que dizia:“ Para o meu filho, caso já tenha lido este diário, de Quasimodo, o Pai.”

O rapaz, que pela leitura do diário se assemelhava ao pai, perguntou-se porque é que o seu pai teria posto um envelope, cujo aspeto parecia recente, num livro tão antigo e com pó! Ele nunca saberia essa resposta se não abrisse o envelope… Ele abriu-o e estava lá escrito uma mensagem para que alguém encontrasse o seu pai. David pensou e pensou, até ter a brilhante ideia de ele e o Notre-Dame irem em busca de Quasimodo.

Notre-Dame lembrara-se que sabia onde estava o pai de David e a única coisa que David poderia fazer era confiar em Notre-Dame e segui-lo. David chegou ao local indicado no envelope: a famosíssima Catedral de Notre-Dame.

Ele aproximou-se da entrada, mas, antes de ter tempo de entrar, um dos guardas meteu-se diante dele e disse:

– Lamento senhor, mas não pode passar. Já passa da hora de visita.

– Mas…- tentou dizer, ainda que sem sucesso, pois o guarda já fechara as portas da Catedral.

No entanto, enquanto David tentava, em vão, falar com o guarda, Notre-Dame parecia ter outras ideias, pois não parava de ladrar e de puxar David. Já farto, David decidiu soltar Notre-Dame, pensando que o cão devia estar a ter um esgotamento nervoso.

Pelo contrário, ele desatou a correr em direção às traseiras da Catedral e entrou por uma porta curva e estreita.

David seguiu-o para dentro da Catedral, embora um pouco relutante. Avançaram por um estreito corredor até chegarem a uma grande sala com uma poltrona virada para uma janela pequena. Nessa poltrona estava sentado um senhor muito torto para a sua idade. Esse homem não olhava para a janela, mas sim para a imagem do mar nas suas mãos. O homem tinha nas suas mãos uma fotografia do lindo, azul e reluzente mar. No verso da fotografia estava escrito: “Local da morte da Senhora Notre-Dame.” Esta Senhora seria a mãe de David, o que significa que o tal homem seria o Quasimodo, mais conhecido por ser o Corcunda de Notre-Dame! Quando Quasimodo se levantou, o olhar dele cruzou-se com o de David. A felicidade de ver o pai quase fê-lo esquecer de que não podia viver com Quasimodo, como sempre desejara!

Parabéns aos autores: Francisco Cunha e Sara Abade, 7.º F

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