Há pequenos “Torga” no 7.º D!

Os alunos do 7.º D analisaram na aula de Português o poema Autorretrato de Miguel Torga. O poema de Torga, que aqui partilhamos convosco, serviu de inspiração à escrita de muitos outros poemas, como os da Bárbara Lauw e do Bernardo Serrano.

 

AUTORRETRATO

O’Neill (Alexandre), moreno português,

cabelo asa de corvo; da angústia da cara,

nariguete que sobrepuja de través

a ferida desdenhosa e não cicatrizada.

Se a visagem de tal sujeito é o que vês

(omita-se o olho triste e testa iluminada)

O retrato moral também tem os seus quês

(aqui, uma pequena frase censurada…)

No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)

E tem a veleidade de o saber fazer

(pois amor não há feito) das maneiras mil

Que são a semovente estátua do prazer.

Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se

Do que neste soneto sobre si mesmo disse.

 

Alexandre O’Neill, Poesias completas. Assírio & Alvim, 2000.

 

 

O MEU AUTORRETRATO

Bárbara Lauw.

Nascida a 23 de setembro de 2004.

Estudante dedicada, dependendo da disciplina.

Em casa, tagarela como um papagaio (e não só em casa).

Perfil de preguiça.

Vivendo os primeiros anos na fronteira com o Alentejo……Ai que preguiça boa!

É muito desastrada, e na cozinha nem se fala!

Adora ler, principalmente, aventuras e mistérios.

Nos tempos livres ouve música, lê, briga com o irmão, que é deveras irritante. Vê televisão e também anda de patins.

Em termos musicais, prefere os Maroon 5, os D.A.M.A. e Shakira.

Gosta muito de desporto e teatro.

Das disciplinas favoritas, destaca-se o português pois adora escrever e ler.

É cética – sempre de pé atrás.

Bárbara Lauw, 7.º D

 

 

O MEU RETRATO

Bernardo(Serrano), com uma clara amarelada pele portuguesa,

Cabelo pelo de urso, felicidade e tristeza na cara,

Um nariz de forma de bola achatada, uma cicatriz entre a floresta castanha (por cima da testa portuguesa).

A viagem da vida faz-se com as irmãs Beatriz

e Sofia, com o papá e a mãe (e os animais, sem falta).

Os olhos sempre abertos de tanta imaginação (principalmente de jogos) e cerrados (de cansaço).

No retrato também lá entra a psicologia

(onde têm entrado muitos sentimentos)

No amor , ele ainda não sabe quem será a sua amada (mas no futuro irá descobrir)

Sente muita satisfação pela vida

(às vezes queria que houvesse mais)

Apesar de tudo isto ele sabe que o futuro lhe irá dar mais.

Bernardo Serrano, 7.º D

 

 

 

 


Esta entrada foi publicada em " Conto Contigo". ligação permanente.

Deixe uma resposta