A calçada portuguesa das ruas de Lisboa num baralho de cartas

Oradora: Alda Carvalho (Área Departamental de Matemática, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa)

Resumo: Motivos repetidos numa ou duas direções podem ser classificados matematicamente de acordo com os tipos de simetria que possuem. Através dessas classificações, constata-se a existência de frisos, padrões e rosáceas. A tradicional calçada portuguesa é palco das mais sofisticadas manifestações artísticas: todos os sete frisos, rosáceas cíclicas/diedrais e doze dos dezassete padrões foram encontrados no chão de Lisboa. Neste palestra mostraremos como os lisboetas pisam quotidianamente boa arte, acompanhando a exposição com um baralho de cartas lançado pela Associação Ludus/Universidade de Lisboa especialmente para esse efeito.

Quando: 25 de maio, 18h30
Local: Livraria Almedina, Atrium Saldanha

Apareçam!


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Quando uma equação diferencial levanta suspeitas de terrorismo

Hoje ao percorrer as notícias online do Público, deparei-me com esta história que achei curiosa e aqui partilho com quem estiver interessado.

“Quando um avião da American Airlines se preparava para descolar, uma das passageiras estranhou o facto de o seu vizinho – de pele morena e cabelos castanhos encaracolados – estar a rabiscar freneticamente numa folha de papel. As sequências de números e letras pareceram-lhe ser árabe. E mandou parar o aparelho por recear estar perante um terrorista.

Fingindo sentir-se mal, a mulher chamou a hospedeira e o avião, que já se encontrava na pista, voltou para trás. Uma vez no exterior revelou aos seguranças do aeroporto a sua suspeita e pediu para mudar de voo.

Os seguranças retiraram o passageiro suspeito do aparelho e interrogaram-no, concluindo que se tratava de Guido Menzio, um prestigiado economista italiano que dá aulas na Universidade da Pensilvânia, e que aproveitava o momento antes da descolagem para resolver um problema matemático.

Menzio contou o sucedido a alguns jornais norte-americanos, revelando que quando lhe pediram para sair do avião pensava que era para tentar perceber as razões do mal-estar da pessoa que viajava ao seu lado. Afinal, ficou a saber que a sua vizinha suspeitava que ele era um terrorista, porque estava escrever uma coisas aparentemente estranhas numa folha de papel.

Foi então que lhes mostrou a equação diferencial que estava a resolver, para preparar uma conferência onde ia falar sobre dispersão de preços. Afinal, os caracteres suspeitos eram a universal linguagem matemática.

O economista – que no ano passado ganhou o prémio Carlos Alberto Medal que é atribuído ao melhor economista italiano com menos de 40 anos – contou ao Washington Post que foi tratado correctamente pelos agentes que o interrogaram, acrescentando que reconhecia neste género de incidentes “o sentimento que guia os eleitores de Donald Trump”, com o seu discurso anti-imigrantes e anti-muçulmano.

Questionado pela AFP, um porta-voz da American Airlines não soube dizer se o número de incidentes semelhantes a este aumentou nos últimos meses. Ainda no mês passado um estudante iraquiano foi retirado de um avião de uma outra companhia aérea norte-americana, porque estava a falar ao telefone em árabe antes de o avião descolar.”


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Há poetas no 6.º C!

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As alunas Catarina Casaca e Alexandra Rebelo da turma 6.º C partilharam connosco poemas sobre poesia, escritos na aula de Português.

 

A poesia

É a escrita da magia

O sonho da vida

Uma história medida

Com início e fim

Mas quem não a conseguir entender

O segredo é ver

A poesia dentro de si

A poesia é a beleza

Da infinita tristeza

Ou a alegria

Da poesia

A poesia tem sentimentos

E pequenos momentos

Infinitos tormentos

Que vão com os ventos

A poesia é uma pedra preciosa

É a emoção

De um coração

De uma pessoa bondosa

Se a poesia está dentro de mim

Também pode estar dentro de ti

É preciso acreditar

E imaginar

Uma história

Com glória

Catarina Casaca 6.º C

4 de maio de 2016

 

A Poesia é uma complicação

A poesia é uma complicação

e nunca bateu no meu coração.

A poesia nunca vou entender,

Não é assim tão fácil de a perceber.

Há quem diga que na poesia não tenho coração,

É verdade têm toda a razão!

Alexandra Rebelo, 6.º C


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Concurso de Ilustração: Lemos, Ilustramos, Aprendemos

Entrega de prémios

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No âmbito da semana da Feira do Livro do nosso colégio, divulgámos ontem, dia 4 de maio, os resultados do concurso de ilustração Lemos, Ilustramos, Aprendemos, promovido pela nossa Biblioteca.

A vencedora da 1.ª edição do concurso foi a aluna Laura Calvino dos Santos, do 5.º D. Contámos também com a participação das alunas do 5.º ano Carolina Costa, Rita FlorCarolina Guerreio e Joana Moutinho do 6.º F.

Se visitares a biblioteca poderás encontrar os trabalhos das tuas colegas que ficarão expostos durante o mês de maio.

Boas leituras!

Desejamos que os livros continuem a transportar-te para mundos de fantasia.

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A vencedora Laura Santos, 5.º D

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Laura Santos, Carolina Guerreiro, Rita Flor e Carolina Costa

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Equipa da Biblioteca com as nossas participantes

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Para além do livro dos 70 anos  do Colégio, a Laura ganhou um livro à sua escolha. Na Feira do Livro optou por um Anti-Diário.

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Trabalho vencedor – Laura Santos

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Trabalho da Carolina Guerreiro

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Trabalho da Carolina Costa

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Trabalho da Rita Flor

 


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Tertúlia literária 75 anos três gerações a ler

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Na passada terça-feira, dia 26 de abril, a biblioteca do nosso colégio encheu-se de livros infantis. Ao som de guitarras, harmónica e vozes afinadas de alguns talentos Sagrados, comemorámos o Dia Mundial do Livro (23 de abril), folheando os livros que marcaram a nossa infância e juventude ao longo de três gerações. A Anita, Os Cinco, o Tintin, o Lucky Luke, As Gémeas, a Rua Sésamo e outros foram resgatados da penumbra das nossas estantes, baús e sótãos. Lemos histórias e partilhámos memórias de infância, construídas e alimentadas pelas nossas primeiras leituras, aquelas com quem criámos laços de afeto que ainda hoje perduram.
Houve ainda quem, em tenra idade, tivesse convivido de perto com os grandes vultos da nossa literatura e se tenha aventurado em leituras de grande fôlego. Nomes como Camões, Marquesa de Alorna, Frei Luís de Sousa e Almeida Garrett foram referidos por leitores mais experientes que recitaram alegremente versos de Os Lusíadas e excertos de Frei Luís de Sousa.
Por mostrar ficaram outras Anitas, bandas desenhadas, As aventuras do Tom Sawyer e livros como o Tomatinho que fizeram as delicias de três gerações que continuam a gostar de ler.

 

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25 de Abril – Liberdade, também na Matemática

Nota Histórica

As décadas de 1930 e 1940 foram especiais para a Matemática em Portugal. Uma geração composta por nomes como Bento de Jesus Caraça, Ruy Luís Gomes, Alfredo Pereira Gomes, António Aniceto Monteiro e Hugo Ribeiro, entre outros, iniciou a sua carreira, e deu novo ânimo à investigação matemática no país. Nasceram então diversos projetos, entre os quais a revista  Portugaliæ Mathematica  (1937), o Seminário Matemático de Lisboa (1938), o Centro de Estudos Matemáticos Aplicados à Economia (1938), a Gazeta de Matemática (1939), o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa e do Porto (1940 e 1942, respetivamente). Foi nesse contexto que, a 12 de dezembro de 1940, surgiu a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), vocacionada para o desenvolvimento do ensino, da divulgação e da promoção da investigação matemática em Portugal.

As associações, no entanto, não eram bem vistas pelo regime vigente. Foi impossível registar os estatutos da SPM, que só foi legalizada depois do 25 de abril, a 10 de outubro de 1977 – quase 40 anos após a sua fundação. Também os colóquios e conferências, organizados com o intuito de contrariar o isolamento dos matemáticos portugueses entre si e em relação aos estrangeiros, foram muitas vezes considerados reuniões políticas, o que prejudicou a dinâmica dos trabalhos.

A perseguição aos matemáticos não tardou. Logo em 1945, António Aniceto Monteiro viu-se obrigado a deixar o país, por não conseguir exercer a profissão. Nos anos de 1946 – 1947 foi desencadeada uma ofensiva contra a Universidade, tendo sido afastados ou impedidos de prosseguir as suas carreiras Bento de Jesus Caraça, Ruy Luís Gomes, Zaluar Nunes, Hugo Ribeiro e Alfredo Pereira Gomes, entre outros. Os Centros de Matemática foram praticamente extintos, e proibidas as atividades da SPM em qualquer dependência do Ministério da Educação. Pressionados pela PIDE, muitos dos sócios fundadores e grandes dinamizadores da Sociedade partiram para o exílio. A atividade da SPM entrou em declínio. Embora as revistas se tenham mantido –, a Portugaliæ Mathematica graças aos esforços de Zaluar Nunes e a Gazeta de Matemática aos de Gaspar Teixeira – a Matemática em Portugal entrou num período de adormecimento.

Só após o 25 de Abril de 1974, a SPM pôde retomar em plenitude os trabalhos e concretizar os objetivos definidos pelos seus fundadores: divulgar o conhecimento matemático, promover a qualidade do ensino da Matemática e divulgar a investigação matemática portuguesa.


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Matemáticas impuras

Orador: José Paulo Viana (Associação de Professores de Matemática)

Resumo: Já ouviram falar nas Matemáticas Puras, aquelas Matemáticas bem abstratas?
Pois bem, desta vez avançaremos na direção oposta e do que vamos à procura é das Matemáticas Impuras. E impuras porque teremos:
– a Matemática misturada com todas essas coisas que há pelo mundo, de tal modo que às vezes quase nem se nota que é a Matemática que ali está,
– a Matemática aplicada ao estudo de fenómenos pouco puros (e a impureza pode ter o seu fascínio).

Quando: 27 de abril, 18h30
Local: Livraria Almedina, Atrium Saldanha

A não perder!!!! Apareça …


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Tertúlia Literária 75 anos três gerações a ler

No âmbito das comemorações do 75.º aniversário do nosso colégio e do Dia Mundial do Livro (23 de abril) a equipa responsável pela biblioteca convida-vos a participar destas festividades.

No dia 26 de abril pelas 16h30, irá decorrer uma Tertúlia Literária intitulada 75 anos três gerações a ler, musicada no espaço da biblioteca.
Lançamos o convite: tragam o livro que mais marcou a vossa infância e/ou juventude e partilhem connosco as vossas memórias.
Venham beber chá, comer pão de ló e ouvir algumas músicas que marcaram estas três gerações.

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Clique na imagem para a visualizar num formato maior.


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Epidemias e vacinas: onde anda a matemática?!

Oradora: Paula Rodrigues (CMA–FCT–UNL)

Resumo: Cada vez mais somos bombardeados com informação sobre possíveis epidemias ou pandemias – gripe, ébola, zica… Vamos explorar como se propaga uma infeção numa população e descobrir a multiplicidade de formas em que a Matemática serve de base ao estudo destes fenómenos.

Quando: 6 de abril, 18h30
Local: Livraria Almedina, Atrium Saldanha


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A Páscoa e a Matemática

O matemático Johann Friederich Carl Gauss propôs um método para determinar as datas de Páscoa, cujas regras foram definidas no Concílio de Nicéia (325 d.C.).

Conforme definido, a Páscoa deve ser celebrada no domingo seguinte à primeira lua cheia da Primavera (na Europa). Gauss desenvolveu uma regra prática para calcular a data da Páscoa no calendário gregoriano, a partir de 1583.

Considere A como sendo o ano, e m e n dois números que variam ao longo do tempo de acordo com a seguinte tabela:

Ano Valores
1583-1699 m = 22, n = 2
1700-1799 m = 23, n = 3
1800-1899 m = 23, n = 4
1900-2099 m = 24, n = 5
2100-2199 m = 24, n = 6

Considere também:

a o resto da divisão de A por 19

b o resto da divisão de A por 4

c o resto da divisão de A por 7

d resto da divisão de 19a+m por 30

e o resto da divisão de 2b+4c+6d+n por 7

Então a Páscoa será no dia 22+d+e de março ou d+e-9 de Abril

Observações:

  1. O dia 26 de abril deve ser sempre substituído por 19 de abril.
  2. O dia 25 de abril deve ser substituído por 18 de abril se d=28, e=6 e a>10.

 

Quer saber como Gauss chegou a essa conclusão? Nós também gostaríamos de saber  🙂


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